DRaaS

DRaaS não é BaaS. Entenda a diferença antes de contratar

Mulher mexendo em um notebook

Você sabe qual dos serviços é mais adequado para o seu negócio? Eles proporcionam garantias e proteções diferentes.

Quando o assunto é recuperação de dados para garantir a sobrevivência do negócio, é muito comum ficar perdido entre as opções que se apresentam no mercado. Todo o cuidado é pouco na hora de contratar. O importante é buscar uma orientação especializada para que seja definida a melhor solução para o seu negócio.

A movimentação em busca de proteção tem sido impulsionada não somente porque os dados se tornaram ativos extremamente valiosos para qualquer tipo de empresa, mas também pelo aumento do número de ataques cibernéticos, com sequestro de dados estratégicos e perdas irreparáveis causadas por catástrofes naturais, erros humanos, falha de energia, entre outras ameaças.

Em levantamento realizado recentemente pela Enjoy Safer Technology (ESET), aproximadamente 65% das empresas brasileiras já passaram por problemas com segurança da informação. Curiosamente, é que mais da metade dessas companhias possuíam uma política de segurança de dados definida e mesmo assim não ficaram livres de problemas.

Nessa jornada, uma das dúvidas mais comuns envolve DRaaS e BaaS. A falta do real entendimento de cada uma dessas soluções muitas vezes pode levar a empresa a tomar uma pela outra. E pior: considerar que as duas proporcionam o mesmo tipo de proteção e garantia. Mas aqui vão as definições e suas principais diferenças.

DRaaS – Recuperação de Desastre como Serviço

O Disaster Recovery as a Service (DRaaS) – recuperação de desastre como serviço – proporciona muitas vantagens em relação aos métodos tradicionais de backup e recuperação de desastre. DRaaS é a resposta imediata em casos de desastre, possibilitando que a empresa tenha fácil acesso a toda estrutura de TI protegida, evitando que sua operação seja afetada.

DRaaS é a rápida recuperação do negócio, é não somente o resgate de dados, mas da operação. Essa garantia acontece porque é possível configurar um histórico de versões para cada uma das máquinas virtuais replicadas e, a partir daí, cabe à companhia avaliar a quantidade de versões e seu tempo de retenção adequado às suas necessidades.

Gráfico explicando o funcionamento do DRaaS

Essa modalidade vem ganhando espaço cada vez maior em pequenas e médias empresas pelo custo atrativo. Elas se beneficiam da infraestrutura sem precisar investir muito no teste de um plano de recuperação de desastres ou na manutenção do seu próprio ambiente de DR externo.

O DRaaS permite a replicação e o backup completos de dados e aplicativos enquanto atua como uma infraestrutura secundária. Isso se torna um novo ambiente para as organizações, possibilitando aos usuários continuar com as operações comerciais diárias quando a fonte primária estiver em reparo. É confiável e ajuda a enfrentar muitos desafios, incluindo mobilidade, portabilidade e alto desempenho.

Calculadora, Caneta e Clips sobre um grafico.

A implementação do DRaaS requer muito menos recursos e resulta em economias significativas em licenças de software e hardware. Imagine que o data center da sua empresa ficou inativo por três horas. E agora? Nada. Com o DRaaS, a operação passa a ser feita em servidores em um data center externo, onde fica armazenado o backup em tempo real dos seus dados até o incidente. Tudo isso, consumindo apenas a memória, banda e CPU, resultando em uma cobrança adicional ao seu plano de contratação das três horas em que foi necessária a utilização do serviço. Simples, prático, efetivo e justo.

Como funciona o DRaaS? O data center de uma organização é replicado em ambiente online, com toda sua infraestrutura e aplicação ao negócio. Em casos de desastre, o DRaaS serve como um plano de contingência, assumindo as operações no mesmo momento. Esta é uma das principais vantagens deste modelo de proteção redundante – mesmo após situações de crise, é possível acessar todo o ambiente de TI que estava sob proteção no mesmo momento, evitando interrupções na operação da empresa.

Flexibilidade é uma outra característica atraente do DRaaS, que possibilita ao gestor a ativação de recursos fora do local sob demanda. Assim, as empresas têm em suas mãos a opção de escolher os profissionais que serão responsáveis para cuidar dos processos internos, fazendo com que a resposta seja imediata e eficaz à contenção de uma crise, tanto no esforço operacional, quanto no tecnológico, alocando seus recursos sem perder tempo.

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O DRaaS oferece uma variedade de escopos para recuperação, dependendo da natureza e gravidade do desastre e das necessidades de proteção e segurança da corporação. E quando o assunto é segurança, ela aparece como um dos seus principais destaques. Sem dúvida, é o maior benefício que a empresa obtém ao adotá-lo.

Os dados da organização são criptografados em trânsito e repouso. Dessa forma, permite que o time de TI tenha total controle das operações e dos dados recuperados. Em minutos, é possível retomar as atividades sem comprometer a estrutura corporativa, mesmo em casos de desastres inesperados.

Mas se a empresa tem dúvidas sobre se precisa, de fato, ou não de DRaaS, a resposta virá de algumas questões que devem ser feitas como: Quantas operações dependem de infraestruturas de TI? Como as informações corporativas são criadas, transmitidas e armazenadas? Qual é a necessidade de disponibilidade do negócio em casos de desastres, por exemplo? Como a empresa está preparada para sobreviver a desastres sem comprometer a continuidade dos negócios? Se não estiver tudo isso sob controle e na ponta da língua, é hora de pensar em DraaS.

BaaS - Backup como Serviço

O Backup as a Service (BaaS)backup como serviço – é um sistema de cópia de segurança de dados, que é realizada em tempo real em um ambiente de nuvem (cloud computing). Seu principal objetivo é proteger informações importantes em caso de falhas ou quedas no sistema corporativo. Hospedados na nuvem, os dados podem ser acessados por meio de qualquer dispositivo que tenha acesso à internet.

Backup é vital, não é uma escolha. Isso porque nenhuma empresa, por mais que seja cuidadosa com seus dados, não está livre de eventos inesperados como apagões, falhas humanas, incêndios e inundações que podem comprometer temporária ou definitivamente a continuidades dos negócios.

Relampago nas Nuvens

Como funciona? Ele é apoiado em um método de armazenamento de dados externo no qual arquivos, pastas ou todo o conteúdo de um disco rígido são regularmente armazenados em backup por um fornecedor de serviços.

Uma das vantagens importantes desta modalidade é que em vez de realizar backup com um departamento de TI local e centralizado, o BaaS conecta os sistemas a uma nuvem privada, pública ou híbrida gerenciada pelo provedor externo.

Gráfico explicando como funciona o BaaS

Por que BaaS? É mais fácil de gerenciar do que outros serviços externos. Em vez de a equipe de TI se preocupar com a rotação e o gerenciamento de fitas ou discos rígidos em um local externo, os administradores de armazenamento de dados podem descarregar a manutenção e o gerenciamento para o provedor.

São muitos os seus benefícios, como a conveniência. Por ser automatizado, uma vez configurado, as informações são salvas automaticamente à medida que são transmitidas. Elimina a dor de cabeça de ter de salvar proativamente, rotular e rastrear informações. Em vez disso, os profissionais podem se concentrar em outras atividades, sem se preocupar com a perda de dados.

Duas mulheres converssando tranquilamente num sofa enquanto olham para tela de um notebook

Outra tranquilidade é com a segurança. Com os dados armazenados no BaaS, a empresa não está exposta às ameaças de hackers, desastres naturais e erros humanos. Isso porque dados no BaaS são criptografados, minimizando riscos de comprometê-los.

Um bom serviço deve oferecer facilidade de recuperação. No caso da perda de dados, os backups estarão disponíveis e facilmente localizados. Vários níveis de redundância significam que o BaaS armazena várias cópias de seus dados em locais independentes uns dos outros.

Quanto mais níveis você tiver armazenado, melhor, porque cada nível garante que seus dados sejam protegidos o máximo possível contra perdas, permitindo que a empresa acesse uma versão de backup dos seus dados, caso se percam.

Vale ressaltar que o BaaS pode ser mais barato que o custo de unidades de fita, servidores ou outros elementos de hardware e software necessários para executar o backup. A matemática é simples. Basta considerar a logística e os custos da mídia na qual os backups são armazenados, o transporte de mídia para um local remoto para custódia, e o trabalho de TI necessário para gerenciar e solucionar problemas de sistemas de backup.

O backup em nuvem (BaaS) recupera apenas os dados perdidos. Um provedor de BaaS é responsável apenas pela consistência de dados e pela restauração de cópias de dados de backup.

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