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Vazamento de dados de usuários abala imagem do Facebook

Uma pessoa riscando o nome facebook na tela de um smartphone

Mais de 87 milhões de integrantes da rede social em 10 países tiveram suas informações pessoais usadas indevidamente.

Os dados são patrimônio valioso e estratégico no mundo corporativo. E quando se tratam de informações de clientes, o cuidado deve ser redobrado para sua proteção, porque se eles vazarem, abala a imagem e fere fortemente a credibilidade da marca, gerando prejuízos relevantes, além de enorme esforço na jornada de recuperação.

Um exemplo recente aconteceu com a rede social Facebook. Em março de 2018, o escândalo de vazamento de dados de 50 mil perfis dos seus usuários, em mais de dez países, causou espanto e insegurança aos mais fiéis integrantes da rede (hoje com mais de 2 bilhões de usuários no mundo). Logo depois, foi revelado que esse número era ainda maior: nada menos do que 87 milhões. Destes, mais de 440 mil são de usuários brasileiros.

Icone do facebook com um leve desfoque

Como isso foi possível? Consultores avaliaram que a rede social não protegeu a privacidade, permitindo que os usuários utilizassem um app da consultoria britânica Cambridge Analytica, por meio do qual ela acessou dados dos 87 milhões de usuários do Facebook. A intenção, fala-se na imprensa, era utilizá-los em favor da campanha eleitoral de Donald Trump à presidência dos EUA em 2016.

O Facebook admitiu essas falhas nos mecanismos de proteção. Para entender o que faltou no planejamento em relação à construção de um ambiente adequado, com planejamento e plano de ação, basta verificar algumas das medidas que foram tomadas pela rede social para conter a falta de confiança depois do estrago.

Medidas emergenciais

O Facebook divulgou um plano de ação para frear o caos. Entre as várias medidas estão mudanças nas permissões de informações para aplicativos, centralizando as permissões de dados nos casos de grupos, eventos e páginas públicas. Além disso, desativou a opção de busca de usuários a partir do número de telefone ou e-mail. Os registros de ligações e textos do Facebook Messenger e do Lite também serão apagados após um ano.

O feed de notícias terá um link para mostrar os apps que estão sendo usados e que tipo de informação eles podem acessar.

Prejuízo e dor de cabeça

A verdade é que o escândalo fez do Facebook alvo de investigações de autoridades reguladoras e promotores públicos dos Estados Unidos, se estendendo para a Europa, todos exigindo explicações do seu criador e executivo-chefe Mark Zuckerberg – que foi sabatinado pelo Congresso norte-americano.

Zuckerberg admitiu que erros foram cometidos e comprometeu-se com a revisão das práticas de proteção dos dados dos usuários e medidas para evitar problemas futuros. Contudo, a rede social não conteve os vários processos coletivos de usuários e acionistas nos Estados Unidos em andamento.

O vazamento feriu o acordo estabelecido em 2011 entre o Facebook e a Comissão Federal do Comércio (FTC) dos EUA de, entre outros compromissos, adotar um programa de privacidade para garantir a confidencialidade das informações e não compartilhar com terceiros informações dos usuários. A consequência? Consultores estimam que o Facebook pode ter de pagar multas da ordem de trilhões de dólares, dependendo dos rumos que a questão possa evoluir. Conclusão: melhor prevenir, que remediar.

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